Kyoto: Templo Dourado, Trens e Pôr do sol [Rota Japão dia 7: 25/01/2019]

Escolhemos esse dia para ir visitar outra das cidades emblemáticas do Japão: Kyoto. Kyoto fica a aproximadamente 50 km de Osaka e leva uns 20 minutinhos de trem-bala. Lembrando que estamos usando o passe do Shinkansen, só precisamos marcar os assentos e horário da viagem na hora, o que dá bastante liberdade na hora de acertar o roteiro.

A cidade foi capital do Japão entre 794 e 1868 e foi também residência do imperador nesse período. É uma das maiores e mais importantes cidades do país e quase foi alvo da bomba atômica na II Guerra Mundial, e somente foi preservada deste ataque pelos esforços de alguns oficiais americanos que já haviam visitado a cidade e conheciam sua importância para a humanidade, por sua história e seus inúmeros templos e monumentos.

Foi difícil selecionar os pontos que gostaríamos de visitar, vosso que só iríamos passar um dia na cidade. Depois de muitos debates, escolhemos dois templos e um museu para visitar.

Começamos pelo Kinkaku-ji:  Golden Temple ou Templo do Pavilhão Dourado.

Chegamos ao Templo pegando primeiro um metrô na estação de trem de Kyoto e depois um ônibus, foi a primeira vez que tomamos esse tipo de modal e foi curioso e surpreendente.  Primeiro, no ponto do ônibus tem uma lista deles com os horários exatos que eles passam e nos dias da semana que passam naquele ponto, e um letreiro que mostra quando se aproxima e o horário. Segundo, além de serem pontualíssimos, os ônibus são bem confortáveis, espaçosos e providos de uma tv dentro que passa a mensagem com a tarifa a ser paga, adulto e criança, os pontos de parada a seguir bem como os atrativos turísticos importantes e como se pode acessá-los a partir daquele ponto, mostrado em um mapinha com um bonequinho que anda pelo mapa e tudo. Simplesmente genial!!

Ônibus indica os pontos turísticos e o melhor caminho.
Caminho para o Templo Dourado com árvores características do Japão
Mapa do parque em japonês

Terceiro, você só paga a tarifa na saída, com cartão em alguns casos que depois descobrimos , ou em dinheiro mas é só jogar as moedas na máquina que ela mesmo conta e diz se está faltando ou ok, em alguns casos criança não paga passagem.

O Kinkakuji é um templo zen espetacular mesmo, e como outros templos que visitamos também sofreu com incêndios. Essa construção que visitamos era já uma reconstrução de 1955. Cada pavimento representa um estilo arquitetônico de uma era do Japão mas que se integram e se comunicam harmoniosamente. No primeiro andar encontramos pilares de madeira com paredes de gesso como os antigos pavilhões e palácios de período Heian, no segundo predomina um estilo mais característico das residências dos samurais com o exterior coberto de folhas douradas enquanto que o terceiro e último pavimento é totalmente dourado por dentro e por fora e coroado por uma fênix dourada.

A disputa para tirar a foto perfeita do monumento
A foto com o Templo dourado ao fundo
Eu e ele!
O reflexo perfeito nas águas do lago traduz a beleza numa só foto
Outro ângulo com a Bibia
Fundos do templo e a imagem novamente refletida nas águas

O templo pode ser apreciado de diversos pontos do enorme jardim, com lagos e pontes que compõem esse paisagismo característico do Japão e ali tiramos fotos incríveis de todos os ângulos desse monumento espetacular.

Você depois pode passear pelo parque ao redor do templo, como se pôde ver no mapa da entrada, e contemplar os jardins e a paz desse lugar.

Um dos recantos do parque com placas em japonês apenas…
Vista de cima, ao longe ainda podemos ver o coroamento do templo
Bia admira a paisagem
E descansa da caminhada sobre uma pedra

Visto o templo dourado e arredores, era hora de retornar para o centro de Kyoto.  Nosso próximo atrativo do dia era um pouco distante de onde estávamos e, como ficamos apreensivos com relação ao tempo, desta vez optamos por pegar um táxi.  Foi mais caro que o transporte público e não levamos em conta o trânsito naquele horário, então não foi muita vantaem em relação ao tempo, mas valeu como experiência.  Os carros aqui também utilizam a mão inglesa e o motorista abre e fecha a porta traseira automaticamente para você.  No entanto tivemos dificuldade em nos fazer entender em inglês, acho que ele não dominava o idioma e nem nós o japonês, mas conseguimos chegar no Museu do Trem.

Os japoneses são simplesmente apaixonados pela tecnologia ferroviária e este museu mostra um pouquinho desta cultura.  Entre materiais históricos e exposições interativas, trens inteiros, das mais diversas épocas, estão em exibição.

O primeiro Shinkansen está em exposição.
Vista do interior do vagão de passageiros da década de 60 aproximadamente classe econômica
Vista do interior do vagão de passageiros da década de 60 aproximadamente( primeira classe)
Vagão restaurante da década de 60
Vagão como os do metrô, reparem no estofamento dos bancos aveludados, é como são os reais, ou pelo menos a maioria deles
Tchu Tchu!! Maquinista Bebel
Pinto no lixo!! Admirando as enormes máquinas
Vista panorâmica das locomotivas estacionadas, parece a garagem do Thomas!!

As minhas 3 crianças adoraram o museu, cada um de seu modo. O primeiro salão é ao ar livre e mostra locomotivas e vagões estacionados e você pode entrar em muitos deles, e alguns foram transformados em lanchonetes. Estava muito frio e ventava muito e como já estava na hora do almoço e todos com fome, localizamos o restaurante no andar superior e fomos direto para lá enquanto comíamos, apreciamos a vista da estação e programamos a visita no museu passo a passo.

O restaurante tinha até opções mais ocidentais, e que foram a escolha da vez para as meninas, um macarrão e hamburguer bem american way.

Pasta al pomodoro
Os adultos escolhem ainda o menu degustação japonês com lami e camarão
Felicidade estampada na hora de comer

As janelas do restaurante dão para o pátio de manobras da estação de Kyoto, onde  passam dezenas de trens por hora.

A vista da praça de alimentação

Esse Museu tem atrações também para todas as idades e mostra a história das ferrovias, do sistema ferroviário, dos trens e a evolução das máquinas e até dos costumes das diversas épocas. Há ainda uma área em que se pode colocar os horários dos trens no painel manualmente tal como era feito antigamente.

Beatriz tenta se entender com a tecnologia antiga
Painel antigo indicando chegadas e partidas dos trens e horários
Interação e locução
Equipamentos antigos para as estações
Modelo de um vagão de passageiros de meados do século passado
A evolução da moda, dos passageiros
Locomotivas e vagões em miniatura

Em um outro lado, um espaço é dedicado aos bem pequenos com brinquedos e jogos de trens com a temática do desenho animado do Thomas e seus amigos, e bem a frente numa enorme maquete dentro de um vidro, trens miniatura que pode ser pilotados como ferroramas interagem com o visitante que pode, apenas as crianças, entrar por baixo e aparecer num vão entre os vidros como se estivesse dentro da maquete.

E ainda foi nesse momento, nesse ambiente que descobrimos a brincadeira que eles fazem com as crianças: em uma mesa você pega com um funcionário um folheto onde encontram-se quatro espaços que devem ser preenchidos com carimbos de personagens do desenho Thomas e seus amigos.  Os carimbos podem ser obtidos em estações espalhadas pelo museu, completando os quatro carimbos retorna-se para a primeira mesa e pode-se então pegar um adesivo a sua escolha do Trem Thomas ou de um dos trens amigos dele. Claro que elas entraram na brincadeira e rapidamente conseguiram os 4 carimbos.

A enorme maquete ferrorama
cidade do Thomas para os pequenos
E corre pra pegar os carimbos
Completando os carimbos
Ixi tem uma loira dentro do ferrorama
Agora uma morena…
As crianças se divertem…

Rafael ficou maravilhado com as imensas máquinas e com as minunciosas miniaturas e queria ver cada detalhe, mas as meninas já estavam ficando um pouco cansadas, então nos separamos para que ele pudesse apreciar com mais calma e eu levei as meninas para ver a lojinha e foi quando encontramos no pavimento inferior locais onde se podia experimentar e brincar com o movimento das máquinas, a força e a mecânica. Vivenciar a física experimental e lúdica.

Bel no display do Thomas
Trabalho em equipe, pedala, pedala…

E faltou tempo para ver tudo, mas precisávamos ir para outro atrativo que havíamos previsto para visitar em Kyoto.  Sim mais um templo, um dos mais importantes e mais visitados da cidade, o Kiyomizudera. Para chegar até ele não tem muito jeito, qualquer modal que se escolha você fica no mesmo ponto e a caminhada é bem longa e em subida, é bem longa até cansativa mas a nossa idéia era ver o pôr do sol lá de cima.

Subindo, subindo…
E quando você acha que já subiu tudo, surge uma escadaria. Sobe mais um pouquinho…
O grande Tori
Pose pra foto mesmo sem estar de quimono. Olha as Japonesas caracterizadas atrás

No caminho muitas pessoas vestidas a caráter, com kimonos e maquiagem subiam para fazer pedidos e verdadeiros ensaios fotográficos no local.  As fotos que havíamos visto deste templo eram verdeiras pinturas, a fachada vermelha no alto do morro avistando a cidade toda lá em baixo, qual foi uma pequena frustração nossa ao chegar no topo e ver o templo cercado de andaimes de reforma cobrindo toda a fachada de fato. Mas a paisagem compensa a caminhada e a subida e você ainda pode ficar na imensa varanda do Kiyomizudera Temple.

Pagode vermelho
Detalhes dos telhados
Muitas partes do Templo já estavam fechadas naquele horário, mas os detalhes da construção são um espetáculo a parte
Vista da paisagem típica de inverno ao anoitecer
Corredor da varanda ao redor do templo principal que se encontra em reformas
vista da lateral do templo e a floresta ao fundo com as árvores secas do inverno
Isabel e o seu pinguim.
Eu e ela, mini me
É uma vista muito bonita mesmo no inverno

O templo fecha às 18:00 horas, então descemos um pouco antes e ainda pudemos ver as lojas do distrito de Higashiyama District, com gift shops, lojas com roupas típicas, kimonos para venda e aluguel entre outros objetos e comida típicas, e ainda apreciar o belíssimo pôr do sol mesmo no inverno japonês.

Twice esteve aqui e deixou um pedido? PS: Twice a banda de Kpop de meninas que a Bia também é fã
Ainda deu pra entrar bem rapidinho e ver as pessoas em oração aos seus Deuses
Fazendo farra no caminho do parque ao redor do templo
Fonte de purificação
Olha o tamanho dessa escada!!!
Mesmo com as lojas fechando as ruas continuavam tomadas de gente
As lojas vendem de tudo um pouco.

Precisamos partir pois ainda iríamos pegar o trem de volta para Osaka e nossa idéias ainda era passar em algumas lojas no comércio em Osaka e no outro dia retornaríamos para Tóquio.  Para agilizar, fizemos um lanchinho no próprio trem-bala, algo muito comum por aqui.

Um lanchinho no trem mesmo para aproveitar o tempo
E uma bebida diferente a base de saquê

De volta para Osaka, corremos para as galerias para dedicar um tempinho para olhar o comércio e fazer algumas compras.  Assim, ainda conseguimos achar a tão sonhada mochila da Beatriz e compramos  tênis na Skechers, com preço campeão.  Tivemos que fazer as compras bem rapidamente, pois as lojas fecham pontualmente as 8 da noite.

Cara de cansada

Ufa! Agora é arrumar as malas e amanhã retornar a Tóquio.  Mas lembram que quando chegamos em Osaka o Ibis colocou 4 garrafas de água no quarto como cortesia? Eles continuaram colocando todo dia mais 4 e olha o resultado no fim da hospedagem?

Restaram todas essas, levamos algumas mas de fato não dava pra levar todas. Quase dava pra afogar…kkkk

See ya!!!

Dicas deste post:

  • Foi uma decisão de viagem difícil deixar apenas um dia para visitar Kyoto.  Mas graças a isso conseguimos visitar Nara, que foi especial.  Se puder, dedique pelo menos dois dias para Kyoto.  Precisamos voltar lá e completar o roteiro!
  • A estação de trem de Kyoto é gigantesca e com muitas lojas.  Lugar bom para comprar souvenirs e principalmente comidinhas típicas do lugar.   Isso vale, aliás, para qualquer estação de trem no Japão!
  • O Templo Dourado é uma das atrações mais afastadas em Kyoto, mas vale muito a visita.  Comece por ele, se possível, e vá controlando o tempo.
  • O museu do trem fica bem na parte central da cidade, mas é bem grande.  Gasta-se um tempo razoável para visitá-lo como merece.
  • O Kiyomizu-dera exige forma física razoável para subir todas as ladeiras e escadas.  O transporte só te leva até determinado ponto, de lá em diante é muita subida à pé.  Mas o complexo de templos e paisagens vale o esforço!
  • A decisão de fixar uma base em Osaka e, de lá, deslocar-se para outras cidades foi campeã.  Evita o deslocamento com bagagens e aproveita-se a malha férrea para realizar as visitas rapidamente.
  • Mais uma vez obrigado ao Ibis Styles Osaka por nos manter hidratados nesta etapa da viagem 😉

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